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teoria (tecnologia vs. fenomenologia) PDF Print E-mail
xeral - C0MP0ST3L4 !! tecnologia do espírito

 

A performance C0MP0ST3L4 !! Tecnologia do Espírito surge de uma abordagem ''teórica'', agora ben, não sem colocar  em questão a noção de TEORIA: "A teoria não é do pensamento, certa quantidade coagulada, manufaturada, de pensamento. A teoria é um estado, um estado de estupefacção. Teoria do Bloom em que o Bloom não é o objeto da teoria senão que a teoria é mais bem a atividade familiar, a tendência espontânea de uma criatura essencialmente teórica, de um Bloom. A teoria NAO TEM FIM" (Tiqqun: 2005). Por isso, não cabe entender o teórico como um corpo doutrinal, um saber canônico, excluido de atividade. Antes bem, o teórico como atividade, TECNOLOGIA: conceitos, preceitos, afectos ... constituem um estado, intensidade específica, compondo todo um bloco móvel de percepção e atenção, e sem sair de lá: uma produção-emissão de partículas conjugando fluxos multivocamente (Deleuze: 2004). O TEXTO de "Fenomenologia do Espírito" (Hegel: 1807) é tomado de acordo com os princípios da filosofia-teatro (Deleuze: 2002), ou seja: "Em absoluto reflexão sobre o teatro, em absoluto teatro cheio de significações. Senão uma filosofia convertida em cena, personagens, sinais, repetição de um acontecimento único e que não se reproduz jamais" (Foucault: 1994). O que concorda perfeitamente com esta abordagem da teoria. Não se explica a filosofia com mais filosofia, se procura pelo contrário uma intensidade ao texto, uma ressonância, uma imobilidade contemporânea, um CORPO SEM ÓRGÃOS que se indiferença de sua cena.

Além da antiga e tão arraigada distinção entre TEORIA e PRÁTICA, defendemos uma noção de teoria como atividade. A teoria é um impulso, um instinto, um desejo ... ante a realidade em que estamos, uma maneira de suportá e até provocá para que produza novos acontecimentos ainda não cumpridos, inesperados, implícitos nas situações e na (s) sua (s) história (s). A teoria não se opõe à prática, e como é já a tentativa de Hegel em seu texto de Fenomenologia do Espírito (Hegel: 1807) como em geral em toda a sua filosofia. Que contribuimos de novo? Em que pensamos que Hegel cometeu um erro e não chegou a acertar? Em vez de fenomenologia gostaríamos de falar agora de TECNOLOGIA conservamos no entanto a idéia hegeliana de que o saber se torna real, se consuma, uma espécie de novo tempo. No entanto não compartilhamos:

 

  • Que essa consumação se dê como fenomenologia, mas como TECNOLOGIA, ou seja, não uma ciência das aparências, nem uma ciência da lógica, como pretende Hegel, mas uma intervenção, uma transformação, do todo do real, instalada em seu sentido e intervindo no seu sentido. A performance não afirma nem o materialismo marxista, porque não é instalado exclusivamente nos corpos ou nas condições materiais de produção. Entre os corpos (Marx) e a ciência das proposições (Hegel) a tecnologia atua (potência) o plano intermédio do sentido, composto por corpos mas não reduzido a esses, composto por proposições mas também mais do que estas.
  • Não há um sujeito de enunciación que corresponda com o Espírito e seu devir e consumação racional, pelo contrário há subjectividades que não são uma unidade, mas que se formam em multiplicidades (n-1). E estas multiuplicidades não têm por origem uma essência como identidade, mas que fazem parte de aparelhos, máquinas que franqueian umbraes de subxectivación / dessubxectivación, e em que as próprias subjectividades funcionam e acontecem no sistema além das pessoas que as utilizem ou independentemente dos desejos que se vinculem a elas.

 

 

 

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